Definitivo
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional....
(Carlos Drummond de Andrade)
Muito tempo andei distante do Senhor
Tentei fugir do Seu calor
E me esconder do Seu olhar de amor
Mas me encontras em qualquer lugar
Mesmo estando nos mais altos céus
Ou nas profundezes do imenso mar
Pra onde irei?
Longe do Seu amor
Ele compreende e sabe o meu pensar
Vê minhas lutas, minha dor
O meu deitar e o levantar
Aonde então me esconderei?
Deste olhar como fugirei?
Não mais viverei distante do Senhor
E não abandonarei tão grande amor
Ele me alcança onde quer que eu for
E então, protegido sempre estou
Sob os olhos do Senhor
Por perigos e angústias já passei
E momentos de aflição
Mas mesmo assim pude sentir
Que a Sua poderosa mão
Por águas mansas me guiou
E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças
(Luiz Fernando Veríssimo)
VOCÊ SABE AMAR?
Eu estou aprendendo.
Estou aprendendo a aceitar as pessoas mesmo quando elas desapontam, quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas.
Não é difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam, mas como elas são!
É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo.
Estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a escutar, escutar com olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos.
Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras corriqueiras, superficiais;
Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vangloria exagerada.
Descobrir a dor de cada coração.
Estou aprendendo a perdoar pois o amor perdoa, lança fora as mágoas, e apaga cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravam no coração ferido.
O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos.
Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração.
O amor perdoa, esquece.
Extingue todos os traços de dor no coração.
Passo a passo, estou aprendendo a perdoar, amar.
Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vidas, valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras vividas ao longo dos anos.
Estou aprendendo a ver nas pessoas a sua alma, e as possibilidades que Deus lhes deu.
Estou aprendendo, mas como é longa a aprendizagem!
Como, é difícil amar, amar como Cristo amou!
Todavia tropeçando...
Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores.
Meus interesses, minha ambição, meu orgulho quando estes impedem o bem estar e a felicidade de alguém.
Como é duro amar!!!"
(Fênix Faustine)
retribuindo....
Pense num sábado a noite massa!!!! foi maravilhoso.... apesar dos calos e a falta de dinheiro kkkkkkk (ainda sai devendo rsrsrs) foi muuuuitooo bom!!!!! Amiga, obrigada pela ótima companhia!!! adoro sair com vc!!! e vamos rir muito sim, afinal quando a gente sai juntas é resultado de muitas gargalhadas e histórias pra contar... (até hoje me lembro da Fenagri rsrsrs)
PS- o tênis ta valendo.... mas rasterinha serve tb rsrsrsrs afinal somos chique benhê rsrsrsrs
Era comum...por isso era a princesa do povo!
O q há de tão especial em Diana q ainda hj nos comove , cativa, nos atrai?
Beleza? Muitas são mais lindas q ela!
Inteligência? A própria se considerava 'tão burra quanto uma porta'!
O poder da Oratória?Poucos ouviam sua voz...ela falava com os olhos!
O fato é...nem o dinheiro, nem a gigantesca fama ou nada do q já foi
exposto, foram capazes de comprar o amor de um único homem, q por sinal
é o pai dos seus filhos, o príncipe Charles!
Sua desgraça foi a razão única de sua vida...conquistá-lo!
Tudo q ela fazia, dizia, revelava aos jornais, assumia em público ( até seus
parcos casos amorosos q por muitos eram tidos como escândalos!)...eram
atitudes infantis e desesperadas de chamar sua atenção, de dizer ao
mundo o quanto ela sofria por tanta rejeição.(Quem nunca se comportou
assim???) Ou uma forma de resgatar sua auto-estima q por anos foi deteriorada. (Acredito na primeira hipótese ou na junção das duas..rsrs)
E como ela lutou para manter seu 'castelo' intacto...Ela almejava o
"FELIZES PARA SEMPRE" q tantas noites embalava os mais cândidos
sonhos, de uma jovem professora primária, q havia guardado até sua
virgindade para esse tão sonhado príncipe...e q um dia, por sorte do
destino, havia se tornado seu marido!
E como ela o amou!!!!
E como ela se sujeitou às suas traições e como investiu para torná-lo só seu!
Coitada... recorreu até ao Kama Sutra ....mas tudo foi em vão, tudo era em vão.
Se sou solidária a tudo q a princesa sentiu? Sim, sempre fui.Mas penso e só hj penso, q nada q vem pelo esforço vale a pena( em assuntos do coração!)...o amor não se conquista... o amor simplesmente é!( Uma prima sempre me falou q o amor é uma simples questão de escolha> não acho. O amor é q nos escolhe!)
Pena q ela não tenha se apercebido disso a tempo, pois teria sofrido bem menos e tido uma vida bem mais leve e sana.
Lembro do fatídico , 31 de Agosto
de 1997, e no sábado subsequente deixei de ir a igreja com meus pais
para assistir ao seu funeral. Seu corpo inerte estava sendo velado por
aquele a quem ela mais amou.
Parte de mim pensou grilada:
-Essa foi a sua última cartada!!!!
(Weila Cavalcanti)
O Antes, o Durante e o Depois
"Certa vez acompanhei uma enquete de valor intelectual zero, mas curiosa: o entrevistador perguntava para as pessoas qual era, na opinião delas, a melhor parte da relação sexual: o antes, o durante ou o depois? O antes teve alguns votos, principalmente das mulheres. A importância das preliminares foi exaltada e muitas disseram que, não fosse o antes, não haveria o durante. Nada a acrescentar. Mas, como era de se esperar, foi o durante que ficou com o título de grande atração do embate amoroso. A maioria deu seu voto para o apogeu da relação, aquele momento em que se perde a noção do tempo e do espaço, e tudo o que se quer é ver estrelas, mesmo que sejam quatro horas da tarde. Contestar, quem há de? Se fizéssemos uma enquete entre nós, aqui no fórum, o resultado seria idêntico. Antes e durante iriam competir pelo título, com larga vantagem você sabe pra quem. Posto isso, o debate conduz para a seguinte pergunta: como convocar o depois a participar dessa briga? O depois é o lanterninha por vários motivos: porque as pessoas preferem adrenalina ao relaxamento, porque depois é a hora do sono, do ronco, e para desespero dos antitabagistas, do cigarro. Porque depois é preciso procurar onde estão as roupas, porque depois o lençol fica todo amarfanhado, e os cabelos idem. Porque depois a cabeça lateja por causa dos drinques ingeridos antes e o cansaço toma conta por causa do que aconteceu durante. Depois é o fim. Como recuperar esse caso perdido? Há quem defenda a etapa final, dizendo que é maravilhoso quando, após o orgasmo mútuo, o casal dorme abraçadinho, embalado pelo prazer da missão cumprida. Que é depois que se fazem as maiores declarações de amor, que é depois que a plenitude é alcançada, que o carinho fica terno, que o desejo dá lugar à suavidade. Vão mais longe: que depois é a hora mágica dos cafunés. Bendito os que atingem esse Éden, pois na maioria dos casos, o depois é a hora mágica dos que mal podem esperar pelo momento de ficar sozinhos. A única vantagem do depois é que, depois dele, começa tudo outra vez. "
(M.M.)
[voto no depois ....]
O truque da renúncia
" Diz a lenda que Jânio Quadros renunciou à presidência para testar seu poder de fogo. Acreditava que o povo não aceitaria perdê-lo e que eclodiriam manifestações por todo o país implorando pela sua permanência. Desse modo, seu cargo seria mantido com apoio popular e o desgaste político que vinha ocorrendo seria esquecido. Erro brutal de cálculo. A renúncia de Jânio não só foi aceita como foi muito bem-vinda. Ninguém o segurou pelos pés pedindo que ficasse. O truque falhou. Essas renúncias armadas pela vaidade acontecem com muita freqüência entre casais. O cara ou a garota resolve dizer que está insatisfeito com o rumo que a relação tomou e avisa que está saltando fora. No fundo, quer apenas testar o amor do outro, ver o outro desesperado com a ausência iminente e argumentando em favor da continuidade do relacionamento. Às vezes dá certo. Às vezes não. Posso ver a cena: - Fabiana, acho que todo relacionamento precisa de um mínimo de cuidado, e eu sinto que você está se lixando para o nosso namoro. Talvez seja a hora de acabarmos tudo. O que ele quer ouvir é: - De onde você tirou essa idéia? Eu sou louca por você, não consigo nem imaginar ficar longe de você. O que está errado? Vamos conversar. Mas o que ele escuta é uma navalhada no ego: Tudo bem, Ricardo. É um jogo perigoso. A pessoa que toma a iniciativa de romper tem suas razões para isso, e o faz, quase sempre, com a intenção de terminar tudo mesmo, inclusive torcendo para que não haja reação dramática do outro lado. Mas a aceitação pacífica do final do romance acaba magoando, pois é a prova de que não faremos tanta falta. Rompimentos não devem ser usados como testes de ibope. Se o outro gosta mesmo de você, vai sofrer inutilmente. E se não gosta, quem vai sofrer é você, pois terá dado a ele o álibi perfeito para sair da situação sem culpa. Renuncie só quando estiver mesmo disposto a abandonar o barco. De mentirinha, é um risco que é melhor não correr."
(M.M.)
Sonda-me, Usa-me
"Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado"
(sI. 51:17)
Sonda-me, Senhor, e me conhece, quebranta o meu
coração
Transforma-me conforme a tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a ti
Então, usa-me, senhor, usa-me
Como um farol que brilha à noite
Como ponte sobre as águas
Como abrigo no deserto
Como flecha que acerta o alvo
Eu quero ser usado, da maneira que te agrade
Em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha
vida
Usa-me, Senhor, usa-me
Sonda-me, Senhor, e me conhece, quebranta o meu
coração
Transforma-me conforme a tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a ti
Então, usa-me, senhor, usa-me
Como um farol que brilha à noite
Como ponte sobre as águas
Como abrigo no deserto
Como flecha que acerta o alvo
Eu quero ser usado, da maneira que te agrade
Em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha
vida usa-me senhor, usa-me
Sonda-me, quebranta-me
Transforma-me, enche-me, e usa-me, Senhor.
MÁRIO QUINTANA
[ Pra mudar (deixar um pouco Martha Medeiros rsrsrs) .... resolvi colocar algumas frases de Quintana.... ]
Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
DA FELICIDADEQuantas vezes a gente,em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio…
DA DISCRIÇÃO
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
POEMINHA DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos
Minha vida é uma colcha de retalhos. Todos da mesma cor.
Não me ajeito com os padres, os críticos e os canudinhos de refresco: não há nada que substitua o sabor da comunicação direta.
No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia , o próprio vento...
O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.
O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.
Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.
Sonhar é acordar-se para dentro.
Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
VIVENDO NO CONTA GOTAS
Rafael viu Aninha, uma garota que lhe chamou muita atenção. Chega junto... trocam e-mails e telefones. Se falam com mais calma e marcam um encontro – Valeu Rafael, você é O cara! Ao saírem ele percebe então que não se enganou: “realmente Aninha, você é uma moça encantadora!”. Os dois saem mais vezes.... ficam! Duas semanas se passam e agora estão completamente apaixonados.
Dizem palavras fortes, intensas, declarações de um amor sem fim, juras de amor eterno : “Antes de te conhecer Rafael, eu simplesmente não sabia o que era felicidade!!” – ora ora mocinha, quanta injustiça com suas amigas que são sempre boas companhias... divertidas, inteligentes, leais – ele derretidíssimo, responde: “Te amo pra sempre, você é o ar que respiro, o sol que me aquece, a luz que me guia, a razão do meu viver” (Quanta superficialidade!!!). O “TE AMO” virou bom dia, comum e fácil de ser dito, nem precisa que seja verdadeiro. Mas como Martha Medeiros diz: “Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento”. Os sentimentos tranqüilos são os mais saudáveis e duradouros, fazem um bem danado!
Nada precisa ser tão intenso! Nada merece ser vivido as pressas! Calma e um pouco de mistério fazem bem pra qualquer relação. Mas porque mistério? Simples... ele excita e deixa um sabor de quero mais... é só observar quando alguém quer te deixar louca, as palavras são ditas por enigmas, tudo fica meio subentendido. O segredo é não despejar tudo de vez, é viver no conta gotas, seria como um remédio que se deve tomar aos poucos, de hora em hora pra fazer efeito, caso contrário causa overdose e se morre por intoxicação. O que quero dizer é que não se mostra todas as armas de uma só vez, o outro deve ter a curiosidade da descoberta. Cada dia tem que ser encarado como um novo desafio. Você vai surpreender e ser surpreendido também!
Tudo deve ser degustado, APRECIADO! Como o vinho que se tomado muito depressa, não se sente o sabor, a textura, o aroma, e você ainda corre o risco de se embriagar, contudo se você tiver calma e souber apreciar, tomando-o lentamente, você vai perceber todos os seus aspectos. A vida não é diferente, devemos sempre ir devagar, ser atento, estar apercebido. Senão você nem sente o sabor de cada momento. Quero deixar claro: devemos sim nos doar, nos permitir, sem medos, porém um pouco de reserva e mistério, convenhamos, não mata, né? Pelo contrário... é como o remédio, lembra?!
Sonde o terreno em que esta pisando. Tente conhecer a fundo a outra pessoa: seja atento, observe, perceba. Seja também sempre sincero. Jogue limpo! mas use sua sinceridade de forma inteligente, no momento certo e com as palavras certas.
Tudo, todas as coisas, em todos os sentidos, para darem certo de verdade, devem estar no meio termo. É o chamado equilíbrio. Se você conseguir? Bravo, bravo!! Terá relações saudáveis, tranqüilas, e duradouras. E se você não conseguir? Lamento, vai acontecer o mesmo que aconteceu com Aninha e Rafael: enquanto escrevia esse texto, eles gastaram tudo, todas as reservas, todas as declarações, todas as surpresas, todas as forças, e já não tinham mais nada pra ser vivido. Daí... o amor ardente esfriou e fim!
(Raquel Siqueira)
CLIMA....
Vem chegando o verão, um calor no coração... salve Marina! Todo mundo está entrando no clima. Mas clima é isso? Algo metereológico?
Que nada, clima é aquilo que pinta em qualquer hora, dia, mês, ano e lugar: é algo no ar, uma vibração diferente que pinta entre você e o Rogério, entre a Carol e o Marcos, entre duas pessoas que ainda não haviam avaliado todas as possibilidades.
Como é que se detecta este clima? É difícil teorizar a respeito de algo tão abstrato, tão etéreo. Pode acontecer, por exemplo, entre um casal que sempre foi amigo, nada mais que amigos. Vocês sempre conversaram sobre tudo, principalmente sobre os namoros de cada um, nunca rolou nada além de amizade, aí um belo dia vocês estão ouvindo uma música, se olham de um jeito diferente, ele começa a falar um pouco mais baixo e com uma voz mais jeitosa, você começa a dizer umas coisas íntimas e a se sentir meio tola, de repente a respiração fica mais descompassada, os dois ficam mais cuidadosos um com o outro, algumas frases parecem ter duplo sentido, e então você chega em casa, corre pro telefone, disca pra sua melhor amiga e diz: "Carol, acho que estou ficando louca: está pintando um clima entre mim e o Rogério". A Carol pergunta: "O que aconteceu, me conta!" Você diz: "Não aconteceu nada. Mas vai acontecer, eu sinto!"
A Carol entendeu. Sacou qual é. Maior coincidência: hoje pintou algo assim com ela também. Entrou numa sala de bate-papo e começou a trocar e-mails com um carinha que ela não conhece, só sabe o nick, mas ficaram três horas teclando e ela não sabe explicar, o cara parecia alma gêmea, moram na mesma cidade, uma sorte, e os dois se entenderam superbem. "E vocês marcaram alguma coisa?" "Dei o número do telefone, ficou de ligar hoje à noite". "Será que o cara liga mesmo?" "Se ligar, vai rolar. Nunca senti isso antes! Maior clima! Logo eu que não acredito em relações virtuais".
Então clima é isso, algo que pode pintar de repente entre duas pessoas que se conhecem há um tempão ou entre pessoas que nem mesmo se viram. É quando nada aconteceu, mas vai.
(M.M)
SONHO....
exatamente como imagino, igualzinho aos meus sonhos, eu vou embora. Detesto desmancha prazeres.
Se você for
AS MULHERES – Por ARNALDO JABOR
O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê?
O sujeito quer ficar famoso pra quê?
O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?
A verdade é que é a mulher, o objetivo do homem.
Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função de você.
Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida inteira.
Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente.
Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode e tudo.
Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.
Já dizia a velha frase que "atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher".
É você, mulher, quem impulsiona o mundo.
É você quem tem o poder, e não o homem.
É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias.
Bendita a hora em que você saiu da cozinha
E, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.
E, se você que está lendo isto aqui for um homem,tente imaginar a sua vida,sem nenhuma mulher.aí na sua casa,onde você trabalha, na rua...
Só homens...
Já pensou?
Enfim, um mundo sem metas.
O império da Vaidade
O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha: namorar, tomar milk-shake, sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça- a conversa com o amigo, o cheiro de jasmim, a rua vazia na madrugada- e a humanidade sempre gostou de conviver com eles. Comer uma feijoada com os amigos, tomar caipirinha no sábado também é uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazeres. Relaxar, descançar, despreocupa-se, desligar-se da competição, da áspera luta pela vida- isso é prazer.
Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar-se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo, está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto da competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer fazer-nos infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisar ser Xuxas, as namoradas precisam ter bunda, e os homens precisam ter o carro do ano.
Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comércio. Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos saudáveis- mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos regimes, não compraremos ais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam de nossa impotência, da nossa insegurança, da nossa angústia.
O único valor coerente que essa cultura apresenta é o narcisismo. Vivemos voltados para dentro, à procura de mundos interiores (ou mesmo vidas anteriores). O esterismo não acaba nunca - só muda de papa a cada Bienal do Livro – assim como os cursos de auto-conhecimento, auto-realização e, especialmente, auto-promoção. O narcisismo explica nossa ânsia pela fama e pela posição social. É hipocrisia dizer que entramos numa academia de ginástica porque estamos preocupados com a saúde. Se fosse assim, já teríamos arrumado uma solução para questões mais graves, como poluição que arrebenta os pulmões, o barulho das grandes cidades, a falta de saneamento.
[Deprimente.... Sociedade fraca, se deixa levar pelo supérfulo... as pessoas não entram nas lojas porque realmente necessitam comprar algo - vão comprar aceitação! - EU NÃO PRECISO MAIS DO QUE EU PRECISO. ]
SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS
Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um
esculacho educadíssimo nos americanos!
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o
ex-governador do DF,ex-ministro da educação e atual senador
CRISTÓVAM BUARQUE,foi questionado sobre o que pensava da
internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a
resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não
tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre
a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o
mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
“Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não
importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que aAmazônia seja nossa. Só nossa!
o velho político e a nova sociedade
[Esse texto foi escrito por um amigo meu.... muito bom]
Passados quase 7 anos da passagem para o novo milênio... As coisas mudaram por esses dias. São poucas as gerações que têm a oportunidade de viver essa situação. Tivemos essa sorte e embora não me sinta velho, tenho que admitir que nasci em outro século e pior do que isso, no milênio passado! Mesmo que essas mudanças possam parecer significativas, de nada servem se não forem acompanhadas por, uma, outra mudança: a mudança de atitude.
Conheço pessoas que ficam felizes quando olham no calendário e percebem que o ano está quase acabando: “Faltam poucos dias para que esse ano ruim acabe!”. Calendários são números inventados para tornar nossa vida um pouco mais fácil, apenas isso. No calendário nada muda, nós quem mudamos. É claro que as mudanças são sempre difíceis, envolvem paradigmas, preconceitos, coragem e acima de tudo, força de vontade. Na política não é diferente. O sistema político brasileiro é arcaico, cheio de vícios e absolutamente incompatível com a realidade atual. Embora todos nós saibamos que a política brasileira há muito caducou, passivamente, continuamos a conviver com ela. É como um casal que há muito dorme em quartos separados. Em um quarto “vive” a sociedade, com seus problemas, suas misérias e suas esperanças. No outro, dorme o político, confortável com seus negócios, sua inoperância e seu mundo próprio.
Acontece que a sociedade começa a dar demonstrações de não querer mais este “casamento” de conveniência. O limite da “passividade” parece estar chegando ao fim e o que se vislumbra mais à frente é uma separação definitiva e litigiosa, traumática talvez, mas o que há de se fazer? São anos e anos da mais descarada traição. Tempos de resignação, aceitação e renúncias que agora parecem estar chegando ao fim. A sociedade, essa bela senhora, parece buscar um novo tipo de parceria. O novo parceiro ainda não foi escolhido, mas seus atributos são desde já bastante conhecidos: honestidade, competência, compromisso e ética.
Antes submissa, a sociedade agora estará no comando. Será exigente, altiva e porque não, intolerante. Não serão tolerados compromissos esquecidos, promessas não cumpridas, mentiras e traições. O político antigo, com sua fala mansa e voz macia, perdeu todo seu encanto. Tornou-se obeso, velho e inconveniente. Não dormirá sequer no sofá! É página virada, coisa esquecida, ficou no passado. A sociedade, com seu coração livre, estará radiante, feliz por perceber que ainda está viva, por saber que apesar do tempo perdido, ainda tem muito por fazer.
“Solteirona”, mas aberta às novas relações, a sociedade viverá em festa e com bastante juízo saberá escolher seus novos parceiros. Irá flertar com todos e até namorar alguns, mas casamento só após longo noivado. Os filhos dessa nova relação serão belos, educados, justos e preparados para um futuro digno. E o político antigo, bom, esse já não interessa mais. É assim que eu espero.
(Marcelo Araújo)





